O yoga traz ao yogi uma postura para o seu dia a dia de bem estar, de confiança. Á medida que o seu corpo fisico vai ficando em armonia, a sua mente vai ficando "descançada", ou seja, sem preocupações menores. O yogi passa a se concentrar mais no que é essencial, em um problema de cada vez.
Diz-se que o yoga acaba por realçar em nós o melhor que há. A minha interpretação deste "dizer" é semelhante:
- O yoga realça as características mais vincadas/enraizadas da nossa personalidade, quer seja enquanto membros da nossa espécie ( o produto da selecção natural ), quer seja a nivel individual. Acontece que de acordo com cada um de nós, assim existe traços de personalidade que nos são unicos, e que nem sempre são os melhores, (como por exemplo a falta de humildade ou a cusquice constante ).
Ao longo do crescimento do ser, quer de criança para adulta, quer de aluno para ( quem sabe um dia ) mestre, deverá existir a presença de uma entidade educadora, ou seja, pais, professores, ou o mestre. O mestre, e os pais, são educadores que em determinados aspectos têm papeis semelhantes, eles decidem o que é melhor para os seus disciplos/filhos mesmo que isso chegue a ir contra a intuição deles. Ou seja, moldam os disciplos/filhos à sua imagem. ( Não esquecer que estamos a partir do principio que os educadores aqui são com toda a certeza possuidores da correcta visão do mundo ) .
É por isso que há a necessidade de ter alguem para nos guiar/educar qb . Qb porque dar tudo de bandeja (como por exemplo, conhecimento fora do tempo ) pode levar a uma preguiça mental...
Sendo um bicho social, um ser humano sem orientação de um tutor tem dificuldades em saber o rumo que tomar. Uma criança sem os pais acaba por ter problemas psicológicos; um iniciado em yoga que apenas se guie por um livro nunca saberá como corrigir as diferentes técnicas que pretende praticar ( basta pensar na dificuldade, ou mesmo impossibilidade de auto-correcção de alguns asana ... )
Ou seja, nesta vida ( assim como no yoga) é indispensável a presença de uma entidade (mestre/guru/professor/pai/mãe) que nos vá avisando que temos arestas ( porque muitas vezes, não sabemos que as temos ) e que nos digam como as alimar para que possamos ter uma mente e corpo suaves para que no futuro não nos "piquemos" a nós e aos outros :)
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Decisões
Aqui vai uma pequena dissertação acerca dessa coisa, que é uma chatice e nos atormenta todos os dias, que é o acto de tomar decisões:
E o discernimento para fazer a coisa certa na altura certa?
E o discernimento para avaliar correctamente os concelhos dos outros. Mesmo quando uma pessoa que indubitavelmente nos quer bem nos aconselha algo, nem sempre isso acaba por ser o melhor para nós! Porquê estas duvidas, se alguém esse alguém quer-nos bem? Porque somos seres unos, cada um tem o seu código genético que nos fez avaliar de forma única o ambiente em que crescemos. (Até mesmo irmãos gemeos podem chegar a ter personalidades opostas...)
O timing da vida.
Estamos quietinhos, tranquilos no nosso canto a viver ao nosso ritmo, e pimbas ! , levamos com a sociedade em cima ( não fôssemos "bichos" sociais ...). E se afrochamos a nossa "actividade cerebral" damos por nós e somos arrastados na corrente de ideias que é a "norma vigente" ( ou, socialmente correcto ). Sendo que muita (mesmo muita) gente passa uma viva assim, quer seja porque lhe está nos genes, quer porque nunca tenha conseguido impor as suas ideias/forma como aborda o mundo.
Como acertar com o timing daquelas decisões "chave" que temos pela frente na nossa vida? Decisões essas que por um lado queremos muito que aconteçam, por outro voltar a traz já é uma opção complicada ( e quando se opta por tal, nada fica exactamente como antes) e ainda por outro lado estas decisões "chave" implicam aquilo a que eu chamo "saltos no escuro"? Ou seja, não nos conseguimos imaginar correctamente após as ter tomado.
Para mim em parte a resposta é:
À que não ter medo de viver.
Se por um lado parar para pensar é fundamental, por vezes pensar demasiado deixa-nos agarrados ás indecisões que (quem sabe) nos fazem perder possiveis timimgs da vida.
Bom ano novo. :)
E o discernimento para fazer a coisa certa na altura certa?
E o discernimento para avaliar correctamente os concelhos dos outros. Mesmo quando uma pessoa que indubitavelmente nos quer bem nos aconselha algo, nem sempre isso acaba por ser o melhor para nós! Porquê estas duvidas, se alguém esse alguém quer-nos bem? Porque somos seres unos, cada um tem o seu código genético que nos fez avaliar de forma única o ambiente em que crescemos. (Até mesmo irmãos gemeos podem chegar a ter personalidades opostas...)
O timing da vida.
Estamos quietinhos, tranquilos no nosso canto a viver ao nosso ritmo, e pimbas ! , levamos com a sociedade em cima ( não fôssemos "bichos" sociais ...). E se afrochamos a nossa "actividade cerebral" damos por nós e somos arrastados na corrente de ideias que é a "norma vigente" ( ou, socialmente correcto ). Sendo que muita (mesmo muita) gente passa uma viva assim, quer seja porque lhe está nos genes, quer porque nunca tenha conseguido impor as suas ideias/forma como aborda o mundo.
Como acertar com o timing daquelas decisões "chave" que temos pela frente na nossa vida? Decisões essas que por um lado queremos muito que aconteçam, por outro voltar a traz já é uma opção complicada ( e quando se opta por tal, nada fica exactamente como antes) e ainda por outro lado estas decisões "chave" implicam aquilo a que eu chamo "saltos no escuro"? Ou seja, não nos conseguimos imaginar correctamente após as ter tomado.
Para mim em parte a resposta é:
À que não ter medo de viver.
Se por um lado parar para pensar é fundamental, por vezes pensar demasiado deixa-nos agarrados ás indecisões que (quem sabe) nos fazem perder possiveis timimgs da vida.
Bom ano novo. :)
domingo, 28 de outubro de 2007
Do singular ao plural
Já comecei,estou de caminho.
É longo e demora uma vida. A única. Não tenho presa.
Não tenho presa de viver, é bom desfrutar.
Com calma aprender o dia a dia, compreende-lo claramente e descobrir por onde seguir.
É demorado? Não faz mal, não se pode é parar, e com calma vai-se avançando. Para onde? Quem sabe..
Como arrumar a vida? O seu sentido, a sua razão?
Já não somos uma mera espécie que procura a continuidade meramente através da reprodução.
Somos impelidos a encontrar justificação para a vida. Possivelmente ela justifica-se com um somatório de
acontecimentos aleatórios que nos trouxe até aqui.
Possivelmente nem somos tão especiais assim. Temos o dom da consciência,
mas sentimos que perdemos em muitas outras características físicas.
A medicina, não é mais que a procura de as suprimir, é a tentativa de uma evolução auto-controlada.
Mas o tempo da evolução demora bem mais que algumas vidas humanas, e aquilo que nos parece próximo da
perfeição(nós mesmos), só pôde ser possível com o aleatório da mãe natureza a funcionar por muito muito tempo.
Olhe-mos ao que fomos.
Não ao que os nossos avós foram, mas sim ao que a nossa espécie tem sido. Auto-designamo-nos homo-sapiens.
Somos seres de movimento, somos seres de razão individual. E bem queria-mos que fosse-mos seres com razão colectiva. Não o somos ainda e só o seremos quando todos nós sentirmos necessidade de corresponder a uma causa/necessidade em comum. Esperemos que essa necessidade não seja a sobrevivência da espécie...
É longo e demora uma vida. A única. Não tenho presa.
Não tenho presa de viver, é bom desfrutar.
Com calma aprender o dia a dia, compreende-lo claramente e descobrir por onde seguir.
É demorado? Não faz mal, não se pode é parar, e com calma vai-se avançando. Para onde? Quem sabe..
Como arrumar a vida? O seu sentido, a sua razão?
Já não somos uma mera espécie que procura a continuidade meramente através da reprodução.
Somos impelidos a encontrar justificação para a vida. Possivelmente ela justifica-se com um somatório de
acontecimentos aleatórios que nos trouxe até aqui.
Possivelmente nem somos tão especiais assim. Temos o dom da consciência,
mas sentimos que perdemos em muitas outras características físicas.
A medicina, não é mais que a procura de as suprimir, é a tentativa de uma evolução auto-controlada.
Mas o tempo da evolução demora bem mais que algumas vidas humanas, e aquilo que nos parece próximo da
perfeição(nós mesmos), só pôde ser possível com o aleatório da mãe natureza a funcionar por muito muito tempo.
Olhe-mos ao que fomos.
Não ao que os nossos avós foram, mas sim ao que a nossa espécie tem sido. Auto-designamo-nos homo-sapiens.
Somos seres de movimento, somos seres de razão individual. E bem queria-mos que fosse-mos seres com razão colectiva. Não o somos ainda e só o seremos quando todos nós sentirmos necessidade de corresponder a uma causa/necessidade em comum. Esperemos que essa necessidade não seja a sobrevivência da espécie...
Terapia
O que é que tu és?
O que e que aparentas ser?
O que é que gostavas que os outros vissem que tu és?
Quantos papeis é que desempenhas na vida? Ou seja, a quantos meios sociais é que pertences?
És a mesma pessoa em todos eles? Ou, moldas-te a cada meio fazendo jus ao proverbio: Em Roma sê romano.
Quantas vezes é que te apercebes-te que as pessoas te tomam por alguém que não és?
Quantos vezes é que te apercebes-te que te enganas-te ao avaliares quem está á tua frente?
A culpa é de não conseguires replicar o comportamento médio que pensas que a sociedade espera de ti? Ou,
a culpa é de não seres realmente tu e ficares preso entre o que realmente gostavas de fazer e o que achas que os outros queriam que tu fizesses?
Não respondas com palavras, reponde com actos...
O que e que aparentas ser?
O que é que gostavas que os outros vissem que tu és?
Quantos papeis é que desempenhas na vida? Ou seja, a quantos meios sociais é que pertences?
És a mesma pessoa em todos eles? Ou, moldas-te a cada meio fazendo jus ao proverbio: Em Roma sê romano.
Quantas vezes é que te apercebes-te que as pessoas te tomam por alguém que não és?
Quantos vezes é que te apercebes-te que te enganas-te ao avaliares quem está á tua frente?
A culpa é de não conseguires replicar o comportamento médio que pensas que a sociedade espera de ti? Ou,
a culpa é de não seres realmente tu e ficares preso entre o que realmente gostavas de fazer e o que achas que os outros queriam que tu fizesses?
Não respondas com palavras, reponde com actos...
Memorias
Tenho na mente umas quantas recordações, que me fazem lembrar o yoga. Uma espécie de hábitos que pessoas que conheci/conheço têm e que são um pouquinho como algumas técnicas que o yoga tem para "oferecer".
Como por exemplo certo dia na escola primaria a minha professora disse que quando de manhã, ao acordar, nos dirigi-se-mos á janela ( aberta ) e respira-se-mos profundamente o dia até parecia que nos corria melhor. Ora isso vistas bem as coisas pode-se pensar como uma espécie de pranayama :).
Ainda outra. Para adormecer o meu pai sempre me disse para contar carneirinhos! Primeiro começa-se a contar um grande numero, depois progressivamente mais devagar e ainda mais devagar... Ele usa essa tecnica regularmente sempre que tem dificuldade em entrar no "estado de repouso". Para todos os efeitos isso é uma técnica de relaxamento, só que em vez de ficar-mos de mente desperta é mesmo para dormir.
Como por exemplo certo dia na escola primaria a minha professora disse que quando de manhã, ao acordar, nos dirigi-se-mos á janela ( aberta ) e respira-se-mos profundamente o dia até parecia que nos corria melhor. Ora isso vistas bem as coisas pode-se pensar como uma espécie de pranayama :).
Ainda outra. Para adormecer o meu pai sempre me disse para contar carneirinhos! Primeiro começa-se a contar um grande numero, depois progressivamente mais devagar e ainda mais devagar... Ele usa essa tecnica regularmente sempre que tem dificuldade em entrar no "estado de repouso". Para todos os efeitos isso é uma técnica de relaxamento, só que em vez de ficar-mos de mente desperta é mesmo para dormir.
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