domingo, 28 de outubro de 2007

Do singular ao plural

Já comecei,estou de caminho.
É longo e demora uma vida. A única. Não tenho presa.
Não tenho presa de viver, é bom desfrutar.
Com calma aprender o dia a dia, compreende-lo claramente e descobrir por onde seguir.
É demorado? Não faz mal, não se pode é parar, e com calma vai-se avançando. Para onde? Quem sabe..

Como arrumar a vida? O seu sentido, a sua razão?
Já não somos uma mera espécie que procura a continuidade meramente através da reprodução.
Somos impelidos a encontrar justificação para a vida. Possivelmente ela justifica-se com um somatório de
acontecimentos aleatórios que nos trouxe até aqui.
Possivelmente nem somos tão especiais assim. Temos o dom da consciência,
mas sentimos que perdemos em muitas outras características físicas.
A medicina, não é mais que a procura de as suprimir, é a tentativa de uma evolução auto-controlada.
Mas o tempo da evolução demora bem mais que algumas vidas humanas, e aquilo que nos parece próximo da
perfeição(nós mesmos), só pôde ser possível com o aleatório da mãe natureza a funcionar por muito muito tempo.

Olhe-mos ao que fomos.
Não ao que os nossos avós foram, mas sim ao que a nossa espécie tem sido. Auto-designamo-nos homo-sapiens.
Somos seres de movimento, somos seres de razão individual. E bem queria-mos que fosse-mos seres com razão colectiva. Não o somos ainda e só o seremos quando todos nós sentirmos necessidade de corresponder a uma causa/necessidade em comum. Esperemos que essa necessidade não seja a sobrevivência da espécie...

Terapia

O que é que tu és?
O que e que aparentas ser?
O que é que gostavas que os outros vissem que tu és?

Quantos papeis é que desempenhas na vida? Ou seja, a quantos meios sociais é que pertences?
És a mesma pessoa em todos eles? Ou, moldas-te a cada meio fazendo jus ao proverbio: Em Roma sê romano.

Quantas vezes é que te apercebes-te que as pessoas te tomam por alguém que não és?
Quantos vezes é que te apercebes-te que te enganas-te ao avaliares quem está á tua frente?

A culpa é de não conseguires replicar o comportamento médio que pensas que a sociedade espera de ti? Ou,
a culpa é de não seres realmente tu e ficares preso entre o que realmente gostavas de fazer e o que achas que os outros queriam que tu fizesses?

Não respondas com palavras, reponde com actos...

Memorias

Tenho na mente umas quantas recordações, que me fazem lembrar o yoga. Uma espécie de hábitos que pessoas que conheci/conheço têm e que são um pouquinho como algumas técnicas que o yoga tem para "oferecer".

Como por exemplo certo dia na escola primaria a minha professora disse que quando de manhã, ao acordar, nos dirigi-se-mos á janela ( aberta ) e respira-se-mos profundamente o dia até parecia que nos corria melhor. Ora isso vistas bem as coisas pode-se pensar como uma espécie de pranayama :).

Ainda outra. Para adormecer o meu pai sempre me disse para contar carneirinhos! Primeiro começa-se a contar um grande numero, depois progressivamente mais devagar e ainda mais devagar... Ele usa essa tecnica regularmente sempre que tem dificuldade em entrar no "estado de repouso". Para todos os efeitos isso é uma técnica de relaxamento, só que em vez de ficar-mos de mente desperta é mesmo para dormir.