quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A informação para chegar ao destino

O yoga traz ao yogi uma postura para o seu dia a dia de bem estar, de confiança. Á medida que o seu corpo fisico vai ficando em armonia, a sua mente vai ficando "descançada", ou seja, sem preocupações menores. O yogi passa a se concentrar mais no que é essencial, em um problema de cada vez.

Diz-se que o yoga acaba por realçar em nós o melhor que há. A minha interpretação deste "dizer" é semelhante:
- O yoga realça as características mais vincadas/enraizadas da nossa personalidade, quer seja enquanto membros da nossa espécie ( o produto da selecção natural ), quer seja a nivel individual. Acontece que de acordo com cada um de nós, assim existe traços de personalidade que nos são unicos, e que nem sempre são os melhores, (como por exemplo a falta de humildade ou a cusquice constante ).
Ao longo do crescimento do ser, quer de criança para adulta, quer de aluno para ( quem sabe um dia ) mestre, deverá existir a presença de uma entidade educadora, ou seja, pais, professores, ou o mestre. O mestre, e os pais, são educadores que em determinados aspectos têm papeis semelhantes, eles decidem o que é melhor para os seus disciplos/filhos mesmo que isso chegue a ir contra a intuição deles. Ou seja, moldam os disciplos/filhos à sua imagem. ( Não esquecer que estamos a partir do principio que os educadores aqui são com toda a certeza possuidores da correcta visão do mundo ) .

É por isso que há a necessidade de ter alguem para nos guiar/educar qb . Qb porque dar tudo de bandeja (como por exemplo, conhecimento fora do tempo ) pode levar a uma preguiça mental...

Sendo um bicho social, um ser humano sem orientação de um tutor tem dificuldades em saber o rumo que tomar. Uma criança sem os pais acaba por ter problemas psicológicos; um iniciado em yoga que apenas se guie por um livro nunca saberá como corrigir as diferentes técnicas que pretende praticar ( basta pensar na dificuldade, ou mesmo impossibilidade de auto-correcção de alguns asana ... )

Ou seja, nesta vida ( assim como no yoga) é indispensável a presença de uma entidade (mestre/guru/professor/pai/mãe) que nos vá avisando que temos arestas ( porque muitas vezes, não sabemos que as temos ) e que nos digam como as alimar para que possamos ter uma mente e corpo suaves para que no futuro não nos "piquemos" a nós e aos outros :)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Decisões

Aqui vai uma pequena dissertação acerca dessa coisa, que é uma chatice e nos atormenta todos os dias, que é o acto de tomar decisões:


E o discernimento para fazer a coisa certa na altura certa?

E o discernimento para avaliar correctamente os concelhos dos outros. Mesmo quando uma pessoa que indubitavelmente nos quer bem nos aconselha algo, nem sempre isso acaba por ser o melhor para nós! Porquê estas duvidas, se alguém esse alguém quer-nos bem? Porque somos seres unos, cada um tem o seu código genético que nos fez avaliar de forma única o ambiente em que crescemos. (Até mesmo irmãos gemeos podem chegar a ter personalidades opostas...)

O timing da vida.
Estamos quietinhos, tranquilos no nosso canto a viver ao nosso ritmo, e pimbas ! , levamos com a sociedade em cima ( não fôssemos "bichos" sociais ...). E se afrochamos a nossa "actividade cerebral" damos por nós e somos arrastados na corrente de ideias que é a "norma vigente" ( ou, socialmente correcto ). Sendo que muita (mesmo muita) gente passa uma viva assim, quer seja porque lhe está nos genes, quer porque nunca tenha conseguido impor as suas ideias/forma como aborda o mundo.

Como acertar com o timing daquelas decisões "chave" que temos pela frente na nossa vida? Decisões essas que por um lado queremos muito que aconteçam, por outro voltar a traz já é uma opção complicada ( e quando se opta por tal, nada fica exactamente como antes) e ainda por outro lado estas decisões "chave" implicam aquilo a que eu chamo "saltos no escuro"? Ou seja, não nos conseguimos imaginar correctamente após as ter tomado.

Para mim em parte a resposta é:
À que não ter medo de viver.
Se por um lado parar para pensar é fundamental, por vezes pensar demasiado deixa-nos agarrados ás indecisões que (quem sabe) nos fazem perder possiveis timimgs da vida.

Bom ano novo. :)