terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Decisões

Aqui vai uma pequena dissertação acerca dessa coisa, que é uma chatice e nos atormenta todos os dias, que é o acto de tomar decisões:


E o discernimento para fazer a coisa certa na altura certa?

E o discernimento para avaliar correctamente os concelhos dos outros. Mesmo quando uma pessoa que indubitavelmente nos quer bem nos aconselha algo, nem sempre isso acaba por ser o melhor para nós! Porquê estas duvidas, se alguém esse alguém quer-nos bem? Porque somos seres unos, cada um tem o seu código genético que nos fez avaliar de forma única o ambiente em que crescemos. (Até mesmo irmãos gemeos podem chegar a ter personalidades opostas...)

O timing da vida.
Estamos quietinhos, tranquilos no nosso canto a viver ao nosso ritmo, e pimbas ! , levamos com a sociedade em cima ( não fôssemos "bichos" sociais ...). E se afrochamos a nossa "actividade cerebral" damos por nós e somos arrastados na corrente de ideias que é a "norma vigente" ( ou, socialmente correcto ). Sendo que muita (mesmo muita) gente passa uma viva assim, quer seja porque lhe está nos genes, quer porque nunca tenha conseguido impor as suas ideias/forma como aborda o mundo.

Como acertar com o timing daquelas decisões "chave" que temos pela frente na nossa vida? Decisões essas que por um lado queremos muito que aconteçam, por outro voltar a traz já é uma opção complicada ( e quando se opta por tal, nada fica exactamente como antes) e ainda por outro lado estas decisões "chave" implicam aquilo a que eu chamo "saltos no escuro"? Ou seja, não nos conseguimos imaginar correctamente após as ter tomado.

Para mim em parte a resposta é:
À que não ter medo de viver.
Se por um lado parar para pensar é fundamental, por vezes pensar demasiado deixa-nos agarrados ás indecisões que (quem sabe) nos fazem perder possiveis timimgs da vida.

Bom ano novo. :)

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